terça-feira, 21 de junho de 2011

Confio Logo Existo

Quem nunca ouviu essa frase,” Penso logo existo”, frase de nosso gênio do século XVII, fabuloso Filosofo Frances Renne Descartes? Bem amigos, é fazendo uma analogia que começo esse pequeno texto, isso faço com a frase “SPERO EGO SUM” Confio Logo existo, referindo-me ao ato de confiar que, espero, seja claro a todos vocês. Bom, deduzindo que alguns colegas não entendam do que estou falando, explicarei melhor. Do dicionário Houaiss, a palavra “Confiar” quer dizer: “1 bit. e pron. V. pôr(algo, alguém ou a si próprio) sob a guarda ou aos cuidado de pessoa, instituição etc., em que se tenha confiança < confia-se a Deus>”. Assim discorrerei.

Bem, sabemos que na política a palavra Confiança é de imperial importância, pois, é confiando nos projetos dos políticos que os elegemos, não é? Bom, pelo menos teria de ser assim. Porem o que nos esfacela cada vez mais, é o ato da distribuição incabível dos “Cargos de Confiança”. Uma das armas do poder publico para encontrar “PROFICIONAIS CAPACITADOS” para preencher os cargos públicos, é o chamado, Concurso Publico que, através do estágio probatório, visa treinar e qualificar o futuro funcionário para sua função merecida e provada, mas muitas vezes, vergonhosamente, é dispensado.



Lamentavelmente, em nossos dias acontece a criação de cargos em comissão, simplesmente para atender situações de conveniências. E não se diga que tal prática é inerente a este ou aquele partido ou a este ou aquele político. Todos a praticam. Uns mais, outros menos. O interesse dos partidos nos cargos comissionados é político e financeiro, pois os rendimentos dos comissionados, através de uma contribuição partidária mensal descontada em folha, ajudam as despesas e sustento.
1. Art. 37, IX da Constituição Federal escreve “a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público”.
Aqui estabelecem-se os casos em que uma função transitória ou provisória não tem um cargo correlato, porém é especial, sendo o servidor contratado para funções de natureza técnico-especializada que, segundo Helly Lopes Meirelles é o modo pelo qual se estabelecem as relações jurídicas entre os servidores temporários e a administração pública ( 2005, p. 277). http://www.artigonal.com/doutrina-artigos/cargos-de-confianca-no-brasil-1046685.html


O que ocorre nas administrações, e se fortifica cada vez mais a normalidade, é uma desatenção dos eleitores, não digo que o trabalho dos trabalhadores dos cargos de confiança sejam menos favorecidos ao ponto de desmerecer certos cargos, porem a nossa tão requisitada democracia, fica a escanteio outra vez, e o que fazemos com a competência dos que são aprovados em concurso? Nada. O ponto auto da vida publica de um cidadão é requerida nos direitos que tem em sua livre opinião, aqui só expresso a minha, e tento fazer com que uma “simples” e insignificante discussão, saia do fundo do baú das importâncias, e passe a ser um problema diário, para que nós, todos os cidadãos, reconheçamos, que temos sim muito, haver, com a política. Os empregos das pessoas que moralmente e eticamente merecem, são entregues por compromissos pessoais, para pessoas que nunca deram as caras em nossas cidades, logo Fulano é Administrador, Cicrano é Gerente Geral, e os trabalhadores que se mostram realmente competentes, dão lugar a uma pessoa que antes nem sequer existia naquele lugar, basta confiar um cargo logo mais um ser passa a existir naquele lugar.

Por fim, creio eu que não erro em dizer que, “CONFIO LOGO EXISTO”. Até na pacata cidade, Ribas do Rio Pardo, num eterno jogo de interesses.













 Por: Leandro do Valle

E-mail: leandrodovalle-acr@hotmail.com

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