Bem, sabemos que na política a palavra Confiança é de imperial importância, pois, é confiando nos projetos dos políticos que os elegemos, não é? Bom, pelo menos teria de ser assim. Porem o que nos esfacela cada vez mais, é o ato da distribuição incabível dos “Cargos de Confiança”. Uma das armas do poder publico para encontrar “PROFICIONAIS CAPACITADOS” para preencher os cargos públicos, é o chamado, Concurso Publico que, através do estágio probatório, visa treinar e qualificar o futuro funcionário para sua função merecida e provada, mas muitas vezes, vergonhosamente, é dispensado.
Lamentavelmente, em nossos dias acontece a criação de cargos em comissão, simplesmente para atender situações de conveniências. E não se diga que tal prática é inerente a este ou aquele partido ou a este ou aquele político. Todos a praticam. Uns mais, outros menos. O interesse dos partidos nos cargos comissionados é político e financeiro, pois os rendimentos dos comissionados, através de uma contribuição partidária mensal descontada em folha, ajudam as despesas e sustento.
1. Art. 37, IX da Constituição Federal escreve “a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público”.
Aqui estabelecem-se os casos em que uma função transitória ou provisória não tem um cargo correlato, porém é especial, sendo o servidor contratado para funções de natureza técnico-especializada que, segundo Helly Lopes Meirelles é o modo pelo qual se estabelecem as relações jurídicas entre os servidores temporários e a administração pública ( 2005, p. 277). http://www.artigonal.com/doutrina-artigos/cargos-de-confianca-no-brasil-1046685.html
O que ocorre nas administrações, e se fortifica cada vez mais a normalidade, é uma desatenção dos eleitores, não digo que o trabalho dos trabalhadores dos cargos de confiança sejam menos favorecidos ao ponto de desmerecer certos cargos, porem a nossa tão requisitada democracia, fica a escanteio outra vez, e o que fazemos com a competência dos que são aprovados em concurso? Nada. O ponto auto da vida publica de um cidadão é requerida nos direitos que tem em sua livre opinião, aqui só expresso a minha, e tento fazer com que uma “simples” e insignificante discussão, saia do fundo do baú das importâncias, e passe a ser um problema diário, para que nós, todos os cidadãos, reconheçamos, que temos sim muito, haver, com a política. Os empregos das pessoas que moralmente e eticamente merecem, são entregues por compromissos pessoais, para pessoas que nunca deram as caras em nossas cidades, logo Fulano é Administrador, Cicrano é Gerente Geral, e os trabalhadores que se mostram realmente competentes, dão lugar a uma pessoa que antes nem sequer existia naquele lugar, basta confiar um cargo logo mais um ser passa a existir naquele lugar.
Por fim, creio eu que não erro em dizer que, “CONFIO LOGO EXISTO”. Até na pacata cidade, Ribas do Rio Pardo, num eterno jogo de interesses.
Por: Leandro do Valle
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